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O que faz um Growth Hacker dentro de uma agência de Marketing Digital

Primeiro preciso contar por que me tornei um Growth Hacker e como a Agência Pericoco inseriu essa cultura de crescimento no seu core business.

Imaginar que apenas estudar e entender o processo de Growth é suficiente para um profissional ou empresa conseguir emplacar uma cultura de crescimento, é acreditar em fadas e milagres.

Tudo começa quando a Resultados Digitais implantou uma área de growth hacking por volta de 2015 e começou a falar sobre isso com os parceiros e as agências parceiras, popularizando o termo no seu ecossistema.

Neste período, estava 100% focado em implantar o inbound marketing em nossos clientes e já tinha feito mais de 30 implementações.

Eu, como a maioria das pessoas que eu converso, imaginei o Growth Hacking como uma metodologia, alguma coisa como o Inbound Marketing e fui estudar e coloquei em tudo que a RD lançava.

Comecei a seguir todo mundo que se auto intitulava Growth Hacker, não só no Brasil, e fui atrás da literatura existente e descobri que quase não existia nada sobre o tema.

Tinha o livro do Sean Ellis e Morgan Brown, “Hacking Growth: A estratégia de marketing inovadora das empresas de crescimento mais rápido”, e do Raymond Fong e Chad Riddersen, “Growth Hacking: o segredo mais bem guardado do Vale do Silício”.

Não existia mais nada e só o livro do Sean Ellis e Morgan Brown era traduzido para o portugues pela Ada Felix.

O início foi pesquisando do blog do Growth Hackers, https://blog.growthhackers.com/ e no blog da Resultados Digitais, https://resultadosdigitais.com.br/?s=growth+hacking.

Já no final de 2015, teve uma palestra no RD Summit sobre o tema, mas bem superficial e só em 2016, quando a turma do RD foi para o vale do silício e procurou o Sean Ellis para uma entrevista, as coisas começaram a fazer mais sentido pra mim.

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Tudo começa de cima

A Soraya Pericoco, que é minha sócia e esposa, e trabalhava com assessoria de imprensa há 15 anos, estava como eu, no foco do inbound marketing, estudando e implantando os processos na agência, treinando a equipe, mas comprou a ideia de uma cultura na empresa.

Eu e ela estávamos em busca de melhorarmos como pessoas e profissionais e tudo que parecia promissor e vinha das grandes startups do vale do silício, íamos atrás para entendermos e absorvermos o máximo de conhecimento.

Foi exatamente na época que fizemos a nossa formação em coaching.

Nosso foco já era no resultado e eu já estava obsecado em metrificar tudo, muito por conta do meu início no marketing digital através do SEO.

A Cultura de Growth Hacker

Com um pouco mais de conhecimento, foi em 2016 que comecei a assinar como Growth Hacker da Agência Pericoco, isso me fez olhar para a cultura de crescimento de outra forma.

A partir de então, eu consumia todos os materiais, assistia todas as palestra que tinha um growth hacker palestrando, e iniciei os meus testes, primeiro dentro da agência, e depois dentro dos clientes.

Então eu percebi que precisa de outras skills, que ninguem te ensina em livros ou nos conteúdos, pois aqui só se fala em como crescer.

Foi quando eu percebi que eu não sabia usar nem 5% do excel, só olhava os acessos e sessões do google analytics, não sabia definir métricas e kpis, na verdade eu nem sabia a diferente entre elas.

O Sean Ellis falava direto sobre a North Star Metrics e então eu descobri o Data Analytics, depois o Data Driven e por último o Data Informed.

Então para conseguir implatar um processo de growth hacking, eu precisava saber definir um planejamento de marketing digital, entender sobre performance, geração de leads, relacionamento e principalmente, analisar todos os dados, e não podia ser conhecimento superficional.

Quando eu digo que precisava saber tudo isso, não é que um growth hacker precisa saber, mas na época, ninguem da agência tinha essas expertises com capacidade para me ajudar e eu tive que estudar.

A chave da mudança nos meus hábitos

Com as coisas ficando mais claras, entrei de cabeça em como fazer campanhas que traziam resultados para os meus clientes de uma forma efetiva, testando e entendendo tudo que as ferramentas poderiam me ajudar.

Foi na época que foquei em tirar as certificações do Google e busquei conhecer novas ferramentas que poderiam me ajudar, como a Pareto, Semrush, Data Studio, Ubersuggest, Similar Web, entre outras.

Comecei a ajudar meus clientes a entender os resultados, foquei nos relatórios, eu odia ter que fazer, pois os clientes não entendiam nada, mas era o que me ajudava entender o que fazer para melhorar.

Não era em todos os clientes que eu conseguia implantar, pois as resistências de fazer coisas diferentes era complicado, então me fez procurar novos clientes que aceitavam os experimentos e testes e aí, começaram a aparecer os primeiros resultados.

Na própria Agência Pericoco, em 2017 dobramos de tamanho e desde então, não crescemos menos que isso.

Os nossos experimentos e testes nos fizeram mudar totalmente o core business da empresa em 2018, focando apenas os resultados de perfomance e vendas e isso fez crescermos e 500% em 2020, exatamente no meio da pandemia, passando de parceiro Gold do RD Station para Diamond e Elite na Zenvia.

Começaram a aparecer os Cases de Sucesso

Por conta de todos os experimentos e testes que estavamos fazendo, em 2018 estavamos buscando uma forma de se relacionar melhor com os leads e conhecemos o marketing conversacional atraveis de ferramentas gratuitas como o Chatfuel e Manychat.

Mas no RD Summit deste ano, conhecemos a Zenvia que estava lançando o Flow conversacional dela, ainda não existia o canal whatsapp.

E foi estudando como implantar o marketing conversacional como o inbound marketing e inside sales, que iniciamos o desenvolvimento do Meio API, uma plataforma de integração de sistemas, que cria parametrização e analises no meio do processo de enviar dados de um lugar para outro.

Esse sistema nos deu o case de sucesso da Euro Motors: https://marketplace.rdstation.com/historia/case-de-sucesso-marketing-para-carros-premium/

Growth total aqui, vamos analisar:

Geravamos muitos leads e distribuíamos os leads pelo CRM para SDRs e Vendedores, ou seja, uma estratégia de performance e vendas, ok? Não, pois não tínhamos sucesso, os vendedores reclamavam do lead, que não conseguiam retornar e que quando conseguiam, não era qualificado ou o lead nem estava interessado.

Mesmo com uma estratégia bem desenhada de jornada de compra e funil de vendas, nossos resultados no digital era muito aquem do que esperávamos.

Agora tínhamos o canal do whatsapp e o omnichannel com robô, transbordo humano e o Meio API.

O Meio API funciou como um turbinador do RD Station, usando todos os recursos da automação do sistema.

Eu ainda vou fazer um texto sobre esse case específico, mas resumindo, o lead fazia o cadastro para receber mais informações e o sistema enviava uma mensagem ativa no whatsapp do cliente, perguntando se ele queria falar com um atendente, e se sim, já ligava com um sdr no omnichannel, independente do canal que ele vinha.

Resultado? Agora era possível mensurar a qualidade do lead e o tempo de resposta caiu de 24 horas ou mais para 1 minuto.

Growth Hacker na agência

Espero que tenham entendido um pouco mais sobre como a cultura do growth hacking impactou a nossa empresa e nossos clientes.

Saiba mais sobre Growth Hacking em: https://diariodeumgrowthhacker.com.br/noticias/growth-hacking/

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